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20110318

To say goodbye

You could sit by my side and talk me about your everyday concerns...
Asking about the mine.
But, we had never mean to be us.
We had seen eye to eye...
You kissed me.
Our moments, our passion,
Warmer for the sparker, look that:
So small that the mirror frames whole of it,
Isn't so much larger than the fire in this bed, right?

You'd think that your memory might will be satisfied, huh?
But the mine are not, man.
It's so empty after the dirty love that we've made..
I skip my pride. I wanted forget it.

You do think, thought,
I overdo it a little.
Perhaps it's the rest of my insanity.
And it's come to this.
I can't speak about dark dream or any fear.
A noise, and the past was chased away,
Dispersed into the shadows
Like smoke by the brighter,
Broken present.
 
To an old (and cheeky) friend,
the most foolish and hot man i meet.

20110223

Ela, ainda estava lá

        Bonjoour! Decidi ir ver o sol nascer hoje. Espero que voltes bem [e trate de falar comigo antes de amanhã, seu, seu... seu sumidinho!]. Logo, te mando um beijo pelo vento. Se o sentires numa brisa pelo caminho, tanto melhor. Se não (sempre entro em dúvida sobre qual senão usar), sinto muito... Ficas sem. Tá, tá, posso sim fazer o favor de beijar-te pessoalmente se for preciso. Sacrifício (muitamuitaironia.com).
         Mas então, o restinho da noite à minha espera estava um tesão. Límpida, fresca e com uma lua nova de cor bem simpática me saudando.
         Ruas praticamente vazias, me enchendo de maníaca alegria. Saí correndo a fazer meu próprio vento. Uma liberdade improvisada. Olhar para trás com expressão sapeca de quem vai brincar escondido e se divertir muito melhor sozinho. Eu podia saltitar, abrir bem os braços fingindo o melhor vôo (mesmo que viesse se parecer com o de uma garça), cantar alto, berrar, e não tinha nada, muito menos ninguém, com que se importar.
         Ah, essa escuridão cintilante, sedutora e aconchegante como uma bela capa de veludo. Parecia que, por instantes, eu tinha uma metade do mundo só pra mim, me preparando um espetáculo particular. E tinha uma linha se desbotando insinuante no horizonte já.
         Apressei-me, precisava chegar antes do sol. Enfim, cheguei lá em cima. Ainda me sobraram uns minutos para procurar o melhor lugar, o melhor ângulo e a melhor acústica para se escutar o sussurro do silêncio, o despertar do mágico. Lá adiante, o céu desnudando-se, revelando suas outras cores: branco, amarelo, azul... em tímidas camadas. Ao surgir uma mancha rosada foi que eu parei, acomodei-me: sentada na calçada, escorada num murinho, diante do portão de uma casa desconhecida. Agora era questão de segundos...
         Oh, lá vem ele, todo fazido, espiando sorrateiramente detrás de um prédio e se esgueirando lentamente entre este e um outro. Eis que se ergue esplêndido. O leste despertando só para mim. Assim, me senti ainda mais deusa (além de ser a da lua, da natureza, da caça).
         Que privilégio ter o dia nascendo sozinho, longe das garras da rotina, do átrio cotidiano, assediado pela indiferença do sono. Tive a honra de vê-lo nascido antes dos compromissos mundanos.
Logo, a cidade se levantou também, com seus fedores e a cara amassada de gente. Pena, ainda está tão lindo, posso ver ainda um quadro apreciável. Mas ok, segue adiante. E não é que encontro uma vista mais abrangente e bela. Pareceu-me uma típica estampa de camiseta de Istambul, só faltavam os minaretes.
Não queria ir embora, então resolvi explorar outras ruas. Nenhuma outra idéia teria sido melhor. Outras elevações, morros verdes ao longe. Do lado de cá, casas na mais graciosa arquitetura. Eu teria me perdido com prazer naquele lugar.
Eis que encontro um ventilador cabisbaixo. Senti pena de sua triste solidão, do seu abandono. Disse-lhe que não ficasse assim tão down. Cheguei a pensar em ir até ele, consolá-lo, tentar levantar seu astral. Não iria me escutar. Não, é preciso reerguer a cabeça por si mesmo, não importando se pareça algo impossível, tanto mais no caso dele. Além disso, me enxerguei nele. A tristeza na verdade era minha. Ninguém podia fazer algo por nós, só eu sabia.
Por ora, eu tenho que por à prova meu senso de direção e geografia, precisava reencontrar ruas conhecidas. Virei-me muitíssimo bem, obrigada. Posso já explorar o mundo, sozinha mesmo, que não faz mal nenhum.
Que imenso prazer nisso tudo! Vejo que minha essência não se perdeu. A menina destemida, curiosa, ainda vive em mim. Com todo seu fogo nos olhos ardendo vorazes.

02/11/2010

20110214

Sempre mademoiseille devassa

Uma despedida?
Sim, quero me despedir.
Fazer um despedido.
Despedir-me de tudo,
De todos.
Despedida de solteira.
Por que não?
Afastar a dissoluta,
Só por um bom tempo.
Até parece que não vai fazer diferença.
Só por enquanto,
Poderia me entristecer um pouco, talvez.
O certo é que outras e novas saudades
Virão ainda mais intensas.
Chega.
Beijinho na mão,
É o que eu quero agora.
Como em séc...
[foi nesse instante que tu chegastes,
Beijando suavemente minha mão...
Parecia ter lido meu pensamento assim que pensei.
Eras aquele que poderia me levar embora.
Logo, logo me apaixonaria.


E essa brisa já passou, não volta mais...
Outras estão por vir, como sempre.

20110205

Pânico ensolarado

Um vento desvairado que me deixou ainda mais louca.
Um dia muito bonito, mas desesperado.
Contagiei-o com meu desespero.
O pânico do nada em mim.
Os minutos se passando sem sentido.
E eu desprovida de bom sentimento.
Perdida na verdade.
Mentira.
Constrangida e incrustada de culpa, isso sim.
Podia morrer de vergonha.
E fiquei perturbada com isso, completamente.
Logo me dói, agudo e súbito.
A vida apenas sintomática pulsando aqui.
Sabia que era um nada completo.
Só não sei se há algo que tornará tudo assim ou que vá virar um passado à parte...

20101102

Apenas para preencher

Nada.
Nada demais,
Nem de menos
Nem de mais.
Nada de menos, também.

Ah, pára com isso.

Despedi-me, sim.
Nem maravilhoso,
Nem de todo ruim.

(não posso escrever agora: gente ao lado...)
(digo, não podia. sozinha de novo. E mesmo assim, nao consigo escrever qualquer coisa, seja semântica ou filosófica.)
Há uma zoeira contundente nessa abertura da 25ª MOSTRATEC comprimindo minha mente em seu próprio vácuo....
Mesmo não tendo nada a extravasar no momento nem algo sobre o qual escrever, sinto essa necessidade ansiosa de reunir letras num papel, pois que elas seguem em fila para formarem as palavras que vão me acalmando.
Além disso, escrevendo meus pensamentos, eles caminham, vão além...
Mas no que eu estava pensando mesmo?
Às vezes, fico para trás. Não sei. As palavras têm pressa. São rápidas, egoístas e cheias de indiferença diante desse mundo que nos cerca.
Viu só, elas já estão me deixando. Estão muito lá na frente, sumindo no horizonte desta linha...

20100401

Fui e não sou


E me dá uma saudade de ser quem um dia fui,
Também, de ser o que não fui.
Agora, por enquanto, sou o que em mim flui...
Mas não sou isso.

20100320

Aqueles abraços e o colchete


Se eu tivesse sido mais abraçada...
Por favor, mais um abraço daqueles magnéticos
(pedia eu)
Por este, eu faria um desvio de verso
[eterno só para nós...

20100314

09/07/08


Dia sombrio, e frio. Em minha companhia tinha apenas o vento, conversando com o meu pensamento. O qual estava invejando os pássaros negros voando no céu. A chuva se confundia com as finas lágrimas que rolavam impertinentes pelo rosto. Assim, talvez, ninguém perceberia. E eis que tive vontade de pedir a ele que carregasse o meu segredo consigo para sussurrar no ouvido do meu amado o que eu não ousava dizer por mim mesma. Tendo deixado isso ao seu encargo, voltei para a realidade, para pessoas que tinham muito a me dizer pessoalmente: meus mestres.
Depois estava eu perdida no vazio da minha alma, tentando preenchê-la com o mistério das árvores dançarinas lá fora... hesito em continuar nisso e olho para o lado. Me deparei com meu fantasma, na janela do outro prédio, me espiando por entre as persianas. Não reconheci de imediato, mas logo ficou claro: não era minha alma que estava vazia, eu é que estava. Afinal, ela apenas tinha fugido para o outro lado um pouco.
A essa altura já estavam me faltando linhas. Mas, no fundo, eu precisava mesmo era de linhas infinitas.

Quase recíproco


'Você toca meu coração, minha alma... kero dividir com vc meus sonhos, medos, e realizações...Quero te ver sorrir, cantar, rir, sonhar... Segurar seu braço com o meu, roçar meu ombro com o seu...'
'Sou um sonhador, e kuando estiver acordado, quero voce do meu lado, pra minimizar a dor de não ter o mundo com que sonho. o Mesmo quero que vc faça..'
Onde q foi parar tudo isso....?
Essa era uma pergunta minha. A resposta deveria estar contigo, mas já a encontrei. Isso tudo não foi a lugar algum. Ainda não saiu de dentro de ti, tu ainda não acordastes (ou seria eu que não acordei?). Um de nós dois não enxergou o outro quando acordou, ou então nunca acordamos. Continuamos a sonhar e agora o sonho virou um pesadelo lúcido.
(e pensar que me sentia exatamente assim, como essas frases que me escrevestes...)
Sabe, me arrependo das vezes em que me meti a ser dura, tanto comigo mesma quanto contigo. De ter me afastado, me calado. Na sexta-feira, quando tu pegou minha mão foi um alívio tão grande que não acreditei, era aquilo que eu tanto esperava (um gesto, nada de palavras) e não tive coragem de abrir os meus olhos procurando os teus com medo de não te encontrar lá.
Eu vejo essas fotos e mergulho num oceano de calma, de dúvidas, de um doce pranto... Quem são aqueles dois?
Nós podemos conhecê-los com calma. Vamos devagar. Venha sem medo. Eu quero seguir em frente, sem olhar para trás.
E tudo isso passou, acabou. Se afogou no silêncio de um e de outro.

20100304

qui parle pour moi


J'ai ton désir ancré sur le mien. Tu sais les mots sous mes silences, tiens, rien ne nous emmènes plus loin...
Tenho teus desejos cravados em mim. Tu sabes as palavras sob meus silêncios, nada nos leva mais longe...

20090722

Mente presa


Competente
Inteligente
Envolvente
Atraente
Consciente
Insuficiente
Descontente
Persistente
Contundente
Estridente
Deprimente
Entorpecente
Demente
Diferente
Imponente
Só podia ter se tornado...
IMPERTINENTE